Be careful

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Be careful, I'm warning you.
Be careful with your feelings, they often make you switch from irrationality and stupidity very fast.
In a minute you believe you are living a dream. The next you wake up, and the fantasy is over and reality is cold.
Be careful, dear.
Be careful with your heart. It can hurt itself so easily you wouldn't even notice, until you find its pieces scattered all around you.

Unfulfilled love matches misery.
And right now, I'm feeling incomplete, and heart-miserable.

O Perdão e a Cara de Pau

domingo, dezembro 02, 2018


Madrugadas sempre foram um lugar bom pra pensar. Lugar, sim, não um período, uma hora qualquer... Parece que nas madrugadas somos literalmente transportados para um mundo interior, de encontro e reflexão.
E aqui me encontro hoje, na minha madrugada. Uma das mais ativas dos últimos tempos. E hoje quero escrever sobre o perdão.
Sinceramente, não me acho digna do tema, uma vez que não sou nem de longe merecedora de perdão algum. Mas entendi nessa longa estrada que é justamente pelo fato de não merecermos nada que pudemos ter direito a tudo.
Mas ainda assim, não me sinto confortável ao discorrer sobre isso. Ser perdoado requer de início duas atitudes: se arrepender do que fez e pedir pelo perdão. O constrangimento e a vergonha te levam a fazer isso. O que me aflige é o
"consequentemente". Pois, uma vez que pedi perdão e fui perdoada, "consequentemente" devo não repetir aquela atitude. Mas o perdão que você recebe não retira sua inclinação para repetir o ato que te levou a pedir perdão no primeiro momento.
Se foi devido a uma falha de caráter, você vai ser perdoado, mas ela vai continuar lá. E tem sido essa minha ferida aberta. Eu gostaria que existisse, juntamente com todos os perdões, um "vale mudança de mente e coração", que você poderia acionar e 'voilá', nunca mais teria vontade de cometer aquele erro de novo.
Infelizmente não existe.

Vamos falar então sobre Deus. E sobre o perdão. E a minha cara de pau gigantesca.
Começando pelos fatos: Errei, me constrangi, vi que era errado, me arrependi, e pedi perdão. E de acordo com a palavra, Deus me perdoou, pois quando Jesus se sacrificou, pagou o preço pelos pecados, passados e futuros.
Fatos esclarecidos, continuo agora com a minha cara de pau. Procurei bastante pelo meu "vale mudança de mente e coração", mas confirmei que realmente ele não vem junto com o perdão e a misericórdia.
Como disse o profeta Jeremias, "O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?". Se você estava esperando uma resposta para essa pergunta Jeremias, a minha é: eu não.
Não sou capaz de compreendê-lo nem de muito longe. Amo a Deus de todo o coração, e durante toda a minha vida acreditei que essa afirmação me impediria de pecar em qualquer área. Pois se amo a Deus acima de tudo, a vontade dele sempre será superior à minha.
E a parte teórica está correta, é exatamente isso aí mesmo. O problema é quando chegamos à parte prática e a teoria precisa ser aplicada. Amar é verbo, o amor requer atitude. Atitude de se renunciar, de se negar, de ceder, de ouvir, esperar, suportar, crer.
Pois bem. Cometi algo errado, pedi perdão, esperei magicamente a vontade de errar sumir e ela? Ficou. Arrisco a dizer que aumentou e tem aumentado. A tal da tentação né? E de repente, me vi caindo de novo. Ora ora moça, se amas, porque não te negas?
É a pergunta que me faço praticamente todos os dias. Querida Karine, qual a dificuldade em negar a si mesma? Na teoria, nenhuma. Mas na prática...
E isso me envergonha. Como conversar com um Pai, que espera algo de mim, me deu o presente maravilhoso da misericórdia, já me perdoou e que eu continuo decepcionando? Não que um dia eu tenha sido perfeita, nem de longe cheguei a ser. Mas antigamente eu conseguia reconhecer o erro, pedir perdão e não voltar mais.
Agora parece que conforme a idade vai passando, o jogo da vida vai ficando mais difícil, mudei do "easy" pro "medium" sem nem saber. Se um dia eu chegar ao nível "hard” acho que aí é que me enlouqueço de vez.
Hoje me sinto como se estivesse sentada em frente a uma casa que precisasse ser demolida, com as ferramentas nas mãos, e orando a Deus todos os dias antes de dormir "me ajude a destruir essa casa", mas de manhã, sento de frente a ela e coloco as ferramentas no colo. E ali fico estacionada, sem coragem de destruir aquilo que precisa ser destruído.
A casa não é minha, mas eu me apropriei dela. Agora que preciso ficar livre já peguei apego. Troquei a marreta pelo martelinho e sigo retirando uma lasquinha de tijolo por vez, ao invés de destruir tudo com uma dinamite logo, que era minha obrigação como pessoa perdoada que recebeu uma nova chance.

E não, não tenho solução pra isso, não solucionei meu caso de cara de pau, continuo pedindo ajuda sem muita mudança, e sigo seguindo, sem a menor das vontades de ver essa casa ser demolida. Na verdade, a depender de mim investiria nela, faria até uma reforma, mas o amor da minha vida, Deus, não quer essa casa pra mim.
E eu continuarei com a minha cara de pau, pedindo a ele ajuda para querer não querer mais essa casa, até que funcione e um dia eu vença.
Outros textos meus já ajudaram alguns, mas esse aqui é pra ajudar a mim mesma.
Eu tô perdida das ideias, e pra piorar, tô na madrugada.

Tecnologia do Blogger.

Popular Posts

Contato

Sinal de fumaça.

Flickr Images