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sexta-feira, setembro 11, 2020



[Resgatei esse texto de um outro blog desativado, e a data é de 4 de maio de 2017, na época dos meus recém-completados 23 anos de pura sabedoria confusão e ansiedade.]

Não leia, não faz sentido.

Tem hora que as palavras não conseguem conter o que quer sair. 
Que os sentimentos já não cabem no alfabeto (e a sensação que se tem é que mesmo se coubessem, não iam caber no ouvido de qualquer um que os escutasse).
Tem hora que nem em oração é possível se expressar,
nem todas as músicas que serão compostas, nenhum texto ou poema a ser escrito.

Quando chega assim, me esqueço.
Do que não tenho e do que mereço
Foco no que me sinto e só, eu
penso no que não conheço
No que já conheci e vivi,
que hoje nem vivo nem vejo.
No que senti e não senti,
e no que hoje padeço.

Tudo parece tropeço,
no caminho a seguir.
Segue-se buscando começo
sem antes partir, partida.
Sossego, descanso e paz.
Teoria ainda não prática.
Tranquilidade da alma
que não consegue aquietar.
Palavras que saem dos olhos,
pulando do coração para as águas
Saem concretas, com corpo
e revelando a alma.

Poesia sem rima, texto sem fim
música sem ritmo, eu sem mim.

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