Solitudine

quinta-feira, abril 04, 2013

Noites escuras de chuva,
Tardes tristes de sol,
Que me remetem ao eu e você,
que naquele tempo formavamos o "nós"..
Como pudera este coração, que tão feliz de sentir-se só,
Pudesse se amarrar a alguem
Que de bonito o fez ao pó?

Que ao se entregar, foi entregue
aos cuidados de que não cuida
De um lado agora a lágrima,
Do outro ferida sem cura..
Que aberta fica, escancarada
A espera desse amor esperado,
A espera da mão que o ajude,
A livrá-lo(-me) do passado.

Essa lembrança desgastada,
Por que fizeste isto comigo?
Da brisa suave que era, em tempestade me tornei,
Pelo seu descuido com minha dor,
Pelo sofrer deste meu amor,
Que um dia te entreguei.

Que seu coração encontre alento,
Que sua mão encontre par..
E que no desespero deste meu silencio
Um dia me re-lembre de amar.

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